terça-feira, 29 de julho de 2014

CIMPAJEU NÃO CUMPRIRÁ PRAZO PARA FIM DOS LIXÕES EM CIDADES DO PAJEU


 O Brasil não deveria mais ter lixões a céu aberto em funcionamento a partir de 3 de agosto, conforme determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde 2010. Contudo, a uma semana do prazo, a meta não deverá ser cumprida, pois ao menos 2 mil equipamentos desse tipo ainda recebem resíduos em todo o país, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
A CNM, inclusive, já pediu ao governo a prorrogação do prazo do Plano Nacional. Entre as cidades que não foram capazes de cumprir a meta nos últimos quatro anos, há três capitais: Porto Velho, Belém e o Distrito Federal. Um estudo feito pela Associação Brasileira de Limpeza Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que 40% de todo o lixo produzido no Brasil têm destinação inadequada.
 Como os lixões não têm tratamento ambiental, a decomposição dos resíduos sólidos contamina o solo e, consequentemente, lençóis subterrâneos de água. Além do vazamento do chorume, o lixo produz gases poluentes e facilita a reprodução de insetos transmissores de doenças.

No sertão do Pajeú, o Consórcio CIMPAJEU que compõe 17 municípios e ainda Mirandiba, Betânia, Custódia e Sertânia, passou todo o tempo realizando reuniões em cidades como Serra Talhada, São José do Egito, Carnaíba, Afogados da Ingazeira e nenhuma decisão foi concluída, ficando claro que o CIMPAJEU não cumprirá o prazo do fim dos lixões no sertão do Pajeú.
A PNRS prevê que as cidades desenvolvam planos de gestão do lixo em que os catadores sejam incluídos de forma digna no sistema de coleta seletiva por meio de cooperativas. Prefeitos de municípios que não conseguiram se adaptar à lei federal temem entrar na mira do Ministério Público a partir de agosto. Eles podem ser processados por Crime Ambiental.

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